Spring Framework JDBC

Olá pessoal,

    Hoje resolvi criar um “mini post” pra comentar bem rapidamente sobre o “Spring JDBC”. Basicamente, trata-se de um dos modulos do spring fwk que maximiza o tempo de codificação com a API JDBC, ou seja, promove a produtividade e principalmente a saúde mental dos programadores que precisam fazer sempre a mesma coisa:  Criar conexão, Criar Statement, Executar operação e Fechar conexão !   😦

   Dando uma olhada na tabela abaixo, da pra notar que as tarefas mais enfadonhas, ficam a cargo do spring

Action Spring You
Define connection parameters. X
Open the connection. X
Specify the SQL statement. X
Declare parameters and provide parameter values X
Prepare and execute the statement. X
Set up the loop to iterate through the results (if
any).
X
Do the work for each iteration. X
Process any exception. X
Handle transactions. X
Close the connection, statement and resultset. X

O que você precisa ?

Do arquivo com as propriedades da conexão ( jdbc.properties )

jdbc.driverClassName=com.mysql.jdbc.Driver
jdbc.url=jdbc:mysql://localhost:3306/livroonline
jdbc.username=root
jdbc.password=seupassword


Do arquivo com as informações dos beans ( ApplicationContext-DataAcess.xml )

<beans xmlns:context="http://www.springframework.org/schema/context" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns="http://www.springframework.org/schema/beans" xsi:schemalocation="
http://www.springframework.org/schema/beans
http://www.springframework.org/schema/beans/spring-beans-3.0.xsd
http://www.springframework.org/schema/context
http://www.springframework.org/schema/context/spring-context-3.0.xsd">





















De um bean que receba via injeção de dependencia o dataSource, para depois ser passado ao construtor do jdbcTemplate

package com.blogspot.jnatan.persistence.dao.impl;

import java.sql.ResultSet;
import java.sql.SQLException;
import java.util.Collection;

import javax.sql.DataSource;

import org.springframework.beans.factory.annotation.Autowired;
import org.springframework.jdbc.core.JdbcTemplate;
import org.springframework.jdbc.core.RowMapper;
import org.springframework.stereotype.Repository;

import com.blogspot.jnatan.domainmodel.Autor;
import com.blogspot.jnatan.persistence.dao.IDAOAutor;

@Repository("DAOLivroJDBC")
public class DAOAutorJDBC implements IDAOAutor {

private JdbcTemplate jdbcTemplate;

@Autowired
public void setDataSource(DataSource dataSource) {
this.jdbcTemplate = new JdbcTemplate(dataSource);

}

public Collection findAll() {

Collection atores = this.jdbcTemplate.query( "select id_autor, nome, site from autor",
new RowMapper() {
public Autor mapRow(ResultSet rs, int rowNum) throws SQLException {
Autor autor = new Autor();
autor.setId( rs.getLong("id_autor") );
autor.setNome( rs.getString("nome"));
autor.setSite( rs.getString("site"));
return autor;
}
}
);

return atores;
}

public Autor findByPK(Long pk) {

String query = "select id_autor, nome, site from autor where id_autor = ?";

Autor autor = this.jdbcTemplate.queryForObject( query, new Long[]{ pk },

new RowMapper() {

public Autor mapRow(ResultSet rs, int rowNum)throws SQLException {
Autor autor = new Autor();
autor.setId( rs.getLong("id_autor") );
autor.setNome( rs.getString("nome") );
autor.setSite( rs.getString("site") );
return autor;
}
}
);

return autor;
}

public void remove(Autor entityType) {
this.jdbcTemplate.update( "delete from autor where id_autor = ?", entityType.getId() );
}

public void update(Autor entityType) {
this.jdbcTemplate.update( "update autor set nome = ? and site = ? where id_autor = ?", entityType.getNome(), entityType.getSite(), entityType.getId() );
}

public void insert(Autor entityType) {
this.jdbcTemplate.update( "insert into autor(id_autor, nome, site) values(?,?,?)", entityType.getId(), entityType.getNome(), entityType.getSite());
}

}

Como Funciona ?

     

    A classe “jdbcTemplate” é a classe central deste modulo, ele cuida da parte da criação e liberação dos recursos ( Connection, Statements e etc.. ), ela executa as operações SQL de consulta, atualização e chamadas a storedProcedures, além disso ainda cuida da manipulação dos ResultSets de resultado e tratamento de exceções JDBC, traduzindo-as para um conjunto de classes definidas no pacote “org.springframework.dao”.
    O framework também faz uso de callbacks em diversas operações, o que faz com o que o desenvolvedor apenas implemente interface necessária como, por exemplo, a interface RowMapper, utilizada nos métodos find* !



Conclusão

  As vantagens ficam bem claras em uma olhada rápida, é só imaginar o quanto de linhas de código JDBC foram suprimidas com o uso do spring, principalmente as que são relacionadas a tratamento de exceção.
  Como foi dito no ínicio deste post, a real intenção desta parte do spring, é facilitar a codificação JDBC por parte do programador.

Links e Referencia

http://static.springsource.org/spring/docs/3.1.0.M2/spring-framework-reference/html/jdbc.html#jdbc-JdbcTemplate-idioms

Abrcs.

Oracle Certified Professional, Java SE 6 Programmer – OCJP

Olá Pessoal,

    Neste post explicarei sobre como é o processo para se obter a certificação de programador Java, agora
conhecida como: “Oracle Certified Professional, Java SE 6 Programmer“.  Antes de qualquer coisa, é bom deixar claro que esta certificação tem como objetivo primário, avaliar se o candidato é conhecedor de detalhes profundos da Linguagem Java, ou seja, transforma-lo em um compilador humano, é assim que muitos que já fizeram a prova descrevem a preparação. Logo abaixo detalhes importantes sobre este exame:

Detalhes da Prova

  • Número do Exame
    • 1Z0-851
  • Valor do Exame
    • R$ 272,00;
  • Duração do Exame
    • 150 minutos ( duas horas e meia )
  • Quantidade de Questões
    • 60;
  • Percentual mínimo para obter o certificado
    • 61%;
  • Tem em português ? 
    • R: Não, até o momento em que escrevo, existem apenas as opções:  English, Chinese (Traditional), German, Japanese, Korean, Spanish (Neutral).

O que consta neste exame (Exam Topics)
   
   E vamos a grande questão, o que vai na prova ? O que de fato deve ser utilizado como critério de estudo ?
Ai que mora o grande desafio, logo abaixo, retirado direto do site da oracle, os tópicos deste exame.

   Section 1: Declarations, Initialization and Scoping 
  • Develop code that declares classes (including abstract and all forms of nested classes), interfaces, and enums, and includes the appropriate use of package and import statements (including static imports).
  • Develop code that declares an interface. Develop code that implements or extends one or more interfaces. Develop code that declares an abstract class. Develop code that extends an abstract class.
  • Develop code that declares, initializes, and uses primitives, arrays, enums, and objects as static, instance, and local variables. Also, use legal identifiers for variable names.
  • Given a code example, determine if a method is correctly overriding or overloading another method, and identify legal return values (including covariant returns), for the method.
  • Given a set of classes and superclasses, develop constructors for one or more of the classes. Given a class declaration, determine if a default constructor will be created, and if so, determine the behavior of that constructor. Given a nested or non-nested class listing, write code to instantiate the class.

    Section 2: Flow Control   

  • Develop code that implements an if or switch statement; and identify legal argument types for these statements.
  • Develop code that implements all forms of loops and iterators, including the use of for, the enhanced for loop (for-each), do, while, labels, break, and continue; and explain the values taken by loop counter variables during and after loop execution.
  • Develop code that makes use of assertions, and distinguish appropriate from inappropriate uses of assertions.
  • Develop code that makes use of exceptions and exception handling clauses (try, catch, finally), and declares methods and overriding methods that throw exceptions.
  • Recognize the effect of an exception arising at a specified point in a code fragment. Note that the exception may be a runtime exception, a checked exception, or an error.
  • Recognize situations that will result in any of the following being thrown: ArrayIndexOutOfBoundsException,ClassCastException, IllegalArgumentException, IllegalStateException, NullPointerException, NumberFormatException, AssertionError, ExceptionInInitializerError, StackOverflowError or NoClassDefFoundError. Understand which of these are thrown by the virtual machine and recognize situations in which others should be thrown programatically.  

    Section 3: API Contents 
  

  • Develop code that uses the primitive wrapper classes (such as Boolean, Character, Double, Integer, etc.), and/or autoboxing & unboxing. Discuss the differences between the String, StringBuilder, and StringBuffer classes.
  • Given a scenario involving navigating file systems, reading from files, writing to files, or interacting with the user, develop the correct solution using the following classes (sometimes in combination), from java.io: BufferedReader, BufferedWriter, File, FileReader, FileWriter, PrintWriter, and Console.
  • Use standard J2SE APIs in the java.text package to correctly format or parse dates, numbers, and currency values for a specific locale; and, given a scenario, determine the appropriate methods to use if you want to use the default locale or a specific locale. Describe the purpose and use of the java.util.Locale class.
  • Write code that uses standard J2SE APIs in the java.util and java.util.regex packages to format or parse strings or streams. For strings, write code that uses the Pattern and Matcher classes and the String.split method. Recognize and use regular expression patterns for matching (limited to: . (dot), * (star), + (plus), ?, \d, \s, \w, [], ()). The use of *, +, and ? will be limited to greedy quantifiers, and the parenthesis operator will only be used as a grouping mechanism, not for capturing content during matching. For streams, write code using the Formatter and Scanner classes and the PrintWriter.format/printf methods. Recognize and use formatting parameters (limited to: %b, %c, %d, %f, %s) in format strings. 

    Section 4: Concurrency

  • Write code to define, instantiate, and start new threads using both java.lang.Thread and java.lang.Runnable.
  • Recognize the states in which a thread can exist, and identify ways in which a thread can transition from one state to another.
  • Given a scenario, write code that makes appropriate use of object locking to protect static or instance variables from concurrent access problems. 


     Section 5: OO Concepts 

  • Develop code that implements tight encapsulation, loose coupling, and high cohesion in classes, and describe the benefits.
  • Given a scenario, develop code that demonstrates the use of polymorphism. Further, determine when casting will be necessary and recognize compiler vs. runtime errors related to object reference casting.
  • Explain the effect of modifiers on inheritance with respect to constructors, instance or static variables, and instance or static methods.
  • Given a scenario, develop code that declares and/or invokes overridden or overloaded methods and code that declares and/or invokes superclass, or overloaded constructors.
  • Develop code that implements “is-a” and/or “has-a” relationships. 

    Section 6: Collections / Generics 
    

  • Given a design scenario, determine which collection classes and/or interfaces should be used to properly implement that design, including the use of the Comparable interface.
  • Distinguish between correct and incorrect overrides of corresponding hashCode and equals methods, and explain the difference between == and the equals method.
  • Write code that uses the generic versions of the Collections API, in particular, the Set, List, and Map interfaces and implementation classes. Recognize the limitations of the non-generic Collections API and how to refactor code to use the generic versions. Write code that uses the NavigableSet and NavigableMap interfaces.
  • Develop code that makes proper use of type parameters in class/interface declarations, instance variables, method arguments, and return types; and write generic methods or methods that make use of wildcard types and understand the similarities and differences between these two approaches.
  • Use capabilities in the java.util package to write code to manipulate a list by sorting, performing a binary search, or converting the list to an array. Use capabilities in the java.util package to write code to manipulate an array by sorting, performing a binary search, or converting the array to a list. Use the java.util.Comparator and java.lang.Comparableaffect the sorting of lists and arrays. Furthermore, recognize the effect of the “natural ordering” of primitive wrapper classes and java.lang.String on sorting.

    Section 7: Fundamentals 

  • Given a code example and a scenario, write code that uses the appropriate access modifiers, package declarations, and import statements to interact with (through access or inheritance) the code in the example.
  • Given an example of a class and a command-line, determine the expected runtime behavior.
  • Determine the effect upon object references and primitive values when they are passed into methods that perform assignments or other modifying operations on the parameters.
  • Given a code example, recognize the point at which an object becomes eligible for garbage collection, determine what is and is not guaranteed by the garbage collection system, and recognize the behaviors of the Object.finalize() method.
  • Given the fully-qualified name of a class that is deployed inside and/or outside a JAR file, construct the appropriate directory structure for that class. Given a code example and a classpath, determine whether the classpath will allow the code to compile successfully.
  • Write code that correctly applies the appropriate operators including assignment operators (limited to: =, +=, -=), arithmetic operators (limited to: +, -, *, /, %, ++, –), relational operators (limited to: <, <=, >, >=, ==, !=), the instanceof operator, logical operators (limited to: &, |, ^, !, &&, ||), and the conditional operator ( ? : ), to produce a desired result. Write code that determines the equality of two objects or two primitives.

Como se preparar
  

Esse é um ponto bem interessante, pois, assim como qualquer prova que vocë venha fazer na sua vida, existem n possibilidades de preparação. Mas vou tentar passar o meio pela qual a grande parte das pessoas, inclusive eu, fizeram para passar neste exame. Primeiramente, a escolha de um bom livro é essencial, um que englobe todos os tópicos da certificação e que seja completamente direcionado ao exame a ser realizado. Nesse caso indico aqui o livro “SCJP Sun Certified Programmer for Java 6 Exam ” escrito por dois grandes autores: Katherine Sierra  e Bert Bates. Você deve estudar ler este livro com toda atenção do mundo, responder as questões do final de cada capítulo e ainda reler aquilo que ficou confuso ou obscuro.
Depois de ler e estudar bastante todo o livro, o ideal é passar um tempo fazendo “simulados”, ou ainda, conversando com pessoas que estão estudando para o mesmo exame que você. O ideal é acessar os diversos foruns e pesquisar as dificuldades que outras pessoas tiveram, dessa forma, você se prepara com um cenário igual aquele que irá enfrentar no dia do exame.

Simulados


Como comprar o voucher e agendar a prova

O Voucher pode ser comprado no site da oracle com uso de cartão de credito internacional, lá você tem a opção de pagar e já marcar o dia do exame, caso você opte pela compra apenas do voucher, você deve depois acessar o site da person vue para marcar o exame em um centro autorizado de sua preferencia.

Resumos

Se você é o tipo de pessoa ,que assim como eu, sempre gosta de ler o resumo de um livro extenso para não ter que ir folhear página a página para lembrar de um tópico, então os resumos abaixo serão uma excelente opção para polir o conhecimento adiquirido.
 
Em inglês

Em português

Dia da Prova

Câmera e Mesa de Assinatura da Person Vue
Eis o momento mais aguardado, basta chegar no local marcado, com antecedencia e, esperar por algum representante local da Person Vue, que irá lhe guiar até o recinto do exame. Aqui não tem muito o que falar,
é manter a calma e botar em prática aquilo que foi estudado durante o período de preparação.


Fontes e Links

Download do Livro Mencionado
Site do Exame
– Link para compra do voucher
Site da PersonVue

Espero que esse pequeno resumo ajude outras pessoas, qualquer crítica ou sugestão, será sempre bem vinda.

Abrcs

Ted, o Desenvolvedor de Software, e o Rational Team Concert

Olá,

   Algum tempo atrás, postei algo sobre o a plataforma Jazz e o RTC, contudo, ainda não tinha me aprofundado
muito neste ultimo, como ainda estou nessa fase de “adaptação” a ferramenta, resolvi procurar no YouTube
algum video sobre a mesma. Foi ai que acabei encontrando um video criado pela própria IBM que conta a história do TED, um desenvolvedor de software que vive praticamente no caos e que passa a mudar de vida quando utiliza o RTC. Será que é verdade ?

Abrcs.

LMAX: 6 milhões de transações por segundo com uma única thread

Martin Fowler, autor de diversos livros essenciais sobre arquitetura e desenvolvimento de sistemas corporativos, publicou recentemente em seu blog uma descrição detalhada da arquitetura da plataforma financeira LMAX. Também apresentou como foi desenvolvida a plataforma de modo a atingir uma impressionante taxa de 6 milhões de transações por segundo, usando apenas uma thread, usando hardware comum:

A medição de 6 milhões de transações por segundo foi realizada em um servidor Dell Nehalem quad core dual socket de 3Ghz com 32 GB RAM.

A plataforma financeira LMAX foi apresentada em 2010, nos QCon de Londres e de São Francisco, este último com gravação do InfoQ.  As apresentações tiveram grande repercussão em sites e blogs sobre arquitetura de sistemas.
As plataformas financeiras em geral têm requisitos complexos, mas esta tinha um novo complicador. Ao invés de ser vendida para poucos clientes corporativos, seria oferecida a clientes no varejo, com uma expectativa de altíssimo volume de transações por segundo.
Tendo lidado com diversos problemas de desempenho no desenvolvimento de um sistema de apostas esportivas, a equipe do LMAX decidiu explorar arquiteturas alternativas às soluções tradicionais envolvendo coordenação de sessões com bancos de dados relacionais.
Paralelismo e filas
O primeiro protótipo da arquitetura, com foco em paralelismo, foi construído usando o modelo de atores. Neste modelo ao invés de se controlar a concorrência com as primitivas tradicionais (Mutex, Semaforo etc.), são utilizados objetos de alto nível como atores e mensagens.
Apesar de ter sua origem na década de 70, o modelo de atores tem ganhado popularidade apenas recentemente, devido a dificuldades apresentadas no controle de concorrência entre múltiplos núcleos de processamento, como os encontrados nas CPUs modernas. No entanto, o modelo já é cidadão de primeira classe em linguagens como Scala e Erlang.
A equipe do LMAX foi até a raiz do problema na avaliação do desempenho do protótipo e observou que o gerenciamento de filas pelos atores é ineficiente do ponto de vista de uso do cache interno do processador, cujo acesso é muito mais rápido que o acesso à RAM. Fowler comenta:

Para colocar alguma informação em uma fila, é preciso (obviamente) escrever naquela fila. De modo similar, para retirar dados da fila, deve-se escrever na fila para realizar a remoção. Há portanto uma contenção de escrita: mais que um cliente pode precisar escrever na mesma estrutura de dados. Para lidar com esse tipo de contenção em filas, normalmente utilizam-se travas (locks). Mas se uma trava é usada, isso pode causar uma troca de contexto com o kernel e quando isso ocorre, o processador provavelmente perderá os dados em seus caches.

A conclusão foi que, para otimização do cache, é necessário que apenas um núcleo do processador escreva em uma dada região de memória. Devido a esta restrição, surgiram duas decisões importantes. A primeira foi criar uma nova estrutura para controle de concorrência sem travas, batizada de “Disruptor”. A segunda foi investigar o quão rápido pode ser o processamento da lógica de negócio em uma única thread, se não for usado o controle de concorrência.
Disruptor
A estrutura de controle Disruptor funciona como uma fila circular para múltiplos clientes. Nessa fila, tudo o que é adicionado pelos produtores é disponibilizado paralelamente aos consumidores. São utilizados apenas contadores simples, ao invés de travas, para garantir que o limites de leitura não sejam ultrapassados.
No caso do LMAX, todo evento produzido é processado por três consumidores antes de chegar à lógica de negócio (veja a figura): o journaler, o replicator e o unmarshaller:

  • O papel do journaler é persistir todos os eventos. Para isso, não é usado um banco de dados, e sim apenas arquivos sequenciais, cujo acesso no disco é muito eficiente. 
  • O replicator retransmite os eventos para nós redundantes, que são usados para alta disponibilidade. 
  • O unmarshaller desserializa os eventos para objetos Java, que serão consumidos pela lógica de negócio. 


O artigo de Fowler descreve em mais detalhes os componentes e suas possíveis variações. A empresa LMAX (que deu nome à arquitetura) disponibilizou o Disruptor como um framework sob licença Apache no Google Code, mostrando inovação considerável em um mercado que é geralmente “segredista”.
Dave Farley, co-autor do livro Continuous Delivery e membro da empresa LMAX, apresenta em seu blog mais detalhes sobre a lógica de negócio, que é implementada em interfaces e objetos comuns, possibilitando o uso de modelos orientados a objetos ricos e flexíveis. Farley conclui:

Orgulho-me da nossa infraestrutura tecnológica, mas para mim o ganho real não é o grau de sofisticação da arquitetura, mas sim o quanto ela libertou a equipe para se concentrar nos problemas de negócio que somos pagos pra resolver.

Thread única
Com a arquitetura descrita, o processamento da lógica de negócio pode ser executado em apenas uma thread, pois os Disruptors gerenciam I/O e concorrência. Os Disruptors e o cache “aquecido” – que é acessado o máximo possível antes de se se buscar na memória principal – foram fatores essenciais para se atingir o altíssimo desempenho medido.
Fowler ressalta ainda o quanto os testes de desempenho foram importantes para se chegar a tais resultados, mas alerta:

Criar código de testes de alto desempenho pode ser tão difícil quanto escrever código para produção. É comum obter resultados falsos, devido aos testes não serem tão rápidos quanto o componente sob medição.

Aplicações

Na sua conclusão, Martin Fowler apresenta considerações importantes sobre como podemos aproveitar a arquitetura LMAX em nossos sistemas. Apesar de o cenário da LMAX ser um tanto particular e extremo, as decisões e componentes utilizados são comuns em arquiteturas modernas.
Manter os dados em memória RAM e usar o disco apenas para restauração e backup, por exemplo, é uma estratégia comum em produtos de grid e noSQL, como Infinispan, Coherence, Prevayler, entre outros. A maneira como os eventos são utilizados é semelhante ao sistema CQRS, apesar de este não ser usado explicitamente pelo LMAX. (Para uma introdução ao CQRS, veja o artigo de Fowler sobre o assunto e essa palestra de Pedro Teixeira, realizada no ultimo QCon São Paulo.)
Mesmo que a sua arquitetura seja menos estrita e use muito menos recursos, os dilemas e decisões enfrentados pela LMAX são certamente instrutivos e reaproveitáveis em diversas situações.

Fonte:

http://www.infoq.com/br/news/2011/08/lmax

Artigo do Mestre:

http://martinfowler.com/articles/lmax.html

Mozilla propõe autenticação apenas com endereço de email

Um novo sistema de autenticação proposto pela fundação Mozilla, apelidado BrowserID, promete resolver as necessidades básicas de autenticação, mas o sucesso desta tecnologia depende fortemente de sua adoção.

A fundação Mozilla quer simplificar o processo de autenticação em sites usando simplesmente um endereço de email, sem a necessidade de digitar um nome identificador ou senha. Esta nova solução de autenticação chama-se BrowserID. Com ela, um endereço de email é verificado previamente e apenas uma vez pelo provedor de email, através de um mecanismo qualquer, como hardware, biometria, chaves criptográficas ou, como é mais comum, enviando uma mensagem para o usuário solicitando que ele acesse um link de verificação. A partir de então, quando o usuário acessar um site, ele escolherá um email para identificar-se, a partir da lista de endereços previamente validados. Assim, o usuário será capaz de autenticar-se seguramente sem usar nomes de usuário, senhas ou popups de autenticação OpenID. Este processo de login proposto pelo BrowserID pode ser testado aqui.

O BrowserID é baseado em um novo protocolo, o Verified Email Protocol, que utiliza apenas o endereço de email para autenticação, ao invés de criar novas identidades para o usuário. O protocolo inicia-se quando o usuário obtém um endereço de email de um provedor que ele confie. Nesta ocasião o navegador poderá criar um par de chaves criptográficas e, se o provedor suportar o BrowserID, enviar-lhe a chave pública e armazenar a chave privada. Quando um site for acessado, o navegador apresenta ao usuário a lista de endereços previamente validados. O usuário então escolhe um dos endereços e o navegador envia para o site uma asserção de identidade assinada com a chave privada do endereço de email selecionado. O site então obtém a chave pública com o provedor daquele email e a utiliza para verificar identidade e autenticar o acesso. Neste processo, fica claro que o site precisa confiar no provedor de email.

Caso o provedor de email não queira implementar o protocolo ou não seja confiável, a chave pública do usuário pode ser armazenada por uma autoridade secundária. Esta página contém mais detalhes sobre o processo de autenticação e aborda outros tópicos relacionados, como por exemplo as asserções de identidade e expiração de chaves, sincronização em múltiplos dispositivos, endereços pseudônimos, etc.

Dan Mills, da Mozilla Labs, diz que o BrowserID é melhor que outros sistemas de autenticação porque ele “não expõe para nenhum outro servidor (nem mesmo aos servidores de BrowserID) informações sobre quais sites o usuário visita”. Além disso, o BrowserID pode ser utilizado com qualquer navegador moderno, incluindo os navegadores móveis. As atuais implementações foram desenvolvidas em HTML e Javascript, mas “o sistema foi projetado para ser integrado de forma transparente em futuros navegadores”.

Apesar dos desenvolvedores precisarem de pouco esforço para implementar BrowserID em um site, o projeto depende da adoção em larga escala por provedores de email ou autoridades secundárias. Atualmente o BrowserID é um projeto experimental e seu sucesso depende de como a web, especialmente os grandes sites e provedores, irão reagir à proposta da Mozilla. O BrowserID pode vir a ser uma solução simples para o complexo problema que é a autenticação, especialmente agora que o OpenID parece estar enfrentando alguns problemas.

Fonte:

http://www.infoq.com/br/news/2011/07/BrowserID